A era do preto e branco

Não havia motivos para não ser verdadeiro. Não há motivos para não ser verdadeiro, para mim esta continua sendo a afirmação sobre tudo isso. Os socos de ontem já foram absorvidos por quem você se tornou hoje, o que resta sempre ao amanhacer, é o que você vai fazer nas próximas vinte e quatro horas, caso contrário de nada vale o passado.
Parte do que entendo por honra, quer dizer, lutar no presente pelo futuro para ser fiel às batalhas vencidas, ser fiel às glórias do passado.
Só há espaço para a verdade na afirmação “eu sou faixa preta” e neste caso a verdade se faz nas tentativas do presente, caso contrário, a afirmação correta seria “eu era faixa preta”. Quem é alguma coisa, luta.

O caminho com o passar dos anos(das faixas e graduações) se torna cada vez mais preto no branco. As perguntas exigem respostas concretas, só há espaço para sim e não. Muita gente na vida confunde equilíbrio com algo mal preenchido. Estar sempre no meio do caminho não quer dizer que isso seja equilibrado, só quer dizer que é incerto.

A era do preto e branco é o que penso sobre a faixa preta. O branco que um dia se torna preto e o preto, que por sua vez, vai ter que se “gastar” para ficar branco novamente. A cor preta é o que todos buscam no início de tudo, mas logo adiante o que se percebe é que na realidade, o grande aprendizado e o engrandecimento do ser que se procura, mora no branco.

Um papel cheio de verdades é o que guardo no final do dia, um papel cheio de mentiras não existe nem no arquivo e nem na mesa. E pela manhã, no dia seguinte, sempre há esta folha em branco esperando pelas palavras: Eu sou faixa preta.

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