Um Dojo, Honra e Fidelidade

No tempo em que vivi no Japão, o Dojo de Sagara-cho era como se fosse um segundo lar. Lá, além de aprender as técnicas de Karate-do Goju-ryu, aprendi as lições mais importantes da vida. Sempre acreditei e desde criança gostava, confesso, das lendas que envolvem o mundo das artes marciais. Da honra que os praticantes possuíam para com seus ideais, da lealdade para com a verdade e a justiça. Estar ali naquele Dojo me fazia retornar a esta época de criança, honrar meu Sensei, honrar seus ensinamentos, ser leal a ele e àquele Dojo. Penso que esta é a verdade que cerca a prática de uma arte marcial tão nobre, esta lealdade, esta honra.
Um Dojo é um local sagrado de treinamento, não é apenas um lugar para se praticar exercícios. Tudo que envolve sua prática ali dentro, a energia, as crenças e os Deuses. Desde o “Rei” que se faz ao adentrar no Dojo, até o “Rei” que se faz ao sair, você está sob esta força grandiosa. Ali no nosso Dojo havia o Shinzen e ao lado um “Daruma” que no Japão representa a perseverança. Konomoto Senei é, além de Sensei de Karate, também um “Bonsan”, um monge Zen. Por isso estar ali, era uma experiência única.
Devemos ser leais aos nossos Senseis e ao nosso Dojo, sempre e para sempre.
O Campeonato Nacional em Tokyo aconteceu em Agosto, mas não havia conseguido nenhum bom resultado nem no Kata, nem no kumite. Estava agora me preparando para o Estadual da Goju-kai, que iria acontecer no mês de novembro. Queria obter um bom resultado, queria dedicar o resultado ao Sensei, ainda mais que o Campeonato acontecia na cidade onde ficava o Dojo, em Sagara-cho.
Treinar, era só este o pensamento, ansioso esperando……
Shizuoka Goju-kan saigo made ni!!!!!

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